Como uma doação humanitária da Igreja ajudou a salvar a vida de um bebê prematuro na Zâmbia
Em 20 de dezembro de 2024, na cidade de Mongu, na Zâmbia, nasceu Samuel, um bebê extremamente prematuro que chegou ao mundo com apenas 26 semanas de gestação.
Pesando menos de um quilo, Samuel apresentava um quadro delicado. Seus pulmões ainda não estavam completamente desenvolvidos, ele tinha dificuldades para manter a temperatura corporal e não conseguia se alimentar adequadamente.
Nos dias seguintes ao nascimento, sua situação se agravou. Além de perder ainda mais peso, o bebê começou a sofrer episódios de apneia, condição que provoca interrupções temporárias da respiração.
Em um país que ainda enfrenta elevados índices de mortalidade infantil, especialmente entre crianças menores de cinco anos, as perspectivas para Samuel eram preocupantes.
“Eu realmente acredito que meu bebê está vivo e se desenvolvendo hoje por causa do cuidado e do apoio que recebemos”, afirmou sua mãe, Nasilele, cujo sobrenome não foi divulgado por motivos de privacidade.

Um treinamento que chegou no momento certo
Pouco antes do nascimento de Samuel, a equipe da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Geral Lewanika havia participado de uma capacitação especializada voltada ao atendimento de recém-nascidos.
O treinamento foi oferecido pela organização internacional sem fins lucrativos Save the Children e abordou temas relacionados à saúde materna, cuidados neonatais e nutrição infantil.
A iniciativa fazia parte do projeto “Integrated Maternal, Newborn and Child Health and Nutrition Project”, financiado por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Entre as práticas ensinadas estava um método conhecido como cuidado mãe-canguru, uma abordagem especialmente desenvolvida para bebês prematuros.
Foi justamente essa técnica que se tornou fundamental para a sobrevivência de Samuel.
“Desde o dia em que Samuel nasceu, enfermeiros e médicos nunca nos deixaram sozinhos”, contou Nasilele.
“Eles me explicavam tudo, me davam coragem quando eu estava com medo e me ensinaram a cuidar do meu bebê, mesmo sendo tão pequeno.”

O que é o cuidado mãe-canguru?
O cuidado mãe-canguru fortalece o vínculo entre mãe e filho por meio do contato direto pele a pele e da amamentação.
Nesse método, o bebê permanece envolto em um tecido e posicionado junto ao peito da mãe, de forma semelhante ao filhote de um canguru em sua bolsa. Esse contato ajuda a manter a temperatura corporal estável, reduz o estresse do recém-nascido e favorece seu desenvolvimento.
Além disso, a proximidade constante permite que a mãe perceba rapidamente qualquer alteração na respiração do bebê e alerte a equipe médica em caso de emergência.
Segundo profissionais do hospital, o treinamento trouxe mudanças significativas na forma de cuidar de recém-nascidos em situação crítica.
“Antes do treinamento recente, lidar com um bebê tão frágil teria sido muito mais difícil, e suas chances de sobrevivência seriam consideravelmente menores”, relatou um dos profissionais envolvidos no atendimento.
Uma recuperação que parecia impossível
Mesmo diante das dificuldades iniciais, Samuel começou a apresentar melhoras graduais graças ao acompanhamento contínuo da equipe médica.
Com o passar das semanas, ganhou cerca de um quilo, passou a se alimentar regularmente e seus problemas respiratórios diminuíram.
Menos de quatro meses após o nascimento, ele recebeu alta hospitalar.
Quando completou 10 meses de idade, Samuel já pesava aproximadamente oito quilos e continuava crescendo de forma saudável.

O apoio humanitário da Igreja
A primeira doação de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para a Save the Children foi realizada em junho de 2024, cerca de seis meses antes do nascimento de Samuel.
O projeto de saúde materna e infantil faz parte de uma iniciativa maior que destinou US$ 55,8 milhões para diversas organizações beneficentes ao redor do mundo.
Somente em 2024, a Igreja investiu US$ 1,45 bilhão em ações humanitárias globais. Em 2025, esse valor aumentou para US$ 1,58 bilhão.
Em 2026, os esforços continuam, com atenção especial a programas voltados para mulheres e crianças.

Desafios enfrentados pelas crianças na Zâmbia
A Save the Children é uma organização internacional reconhecida por seu trabalho em favor da infância. Na Zâmbia, suas iniciativas incluem apoio à saúde, nutrição, educação e proteção infantil.
Presente no país desde 1983, a instituição atua em um contexto marcado por grandes desafios sociais. Mais de 70% da população vive em situação de pobreza multidimensional, o que limita o acesso de milhões de crianças a recursos básicos.
Apesar dessas dificuldades, avanços na área da saúde têm contribuído para a redução gradual da mortalidade infantil em comparação com décadas anteriores.
A história de Samuel representa tanto os desafios enfrentados por muitas famílias zambianas quanto o impacto que ações humanitárias podem ter quando chegam às pessoas certas no momento certo.
Hoje, o menino continua crescendo e se desenvolvendo, tornando-se um exemplo vivo de como treinamento, dedicação médica e ajuda humanitária podem transformar vidas.
Fonte: Church News
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Post original de Maisfé.org
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