A palavra hebraica que dá um novo sentido a Ester 4:14
A história da rainha Ester é uma das mais conhecidas do Velho Testamento, e talvez seu versículo mais citado seja Ester 4:14. Diante da ameaça de extermínio que pairava sobre o povo judeu, o primo de Ester, Mardoqueu, lhe diz: “e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?”.
A leitura mais comum é a de que Ester havia sido preparada, o tempo todo, para fazer a diferença naquele momento de crise. Mas uma professora de hebraico que estuda o Velho Testamento chamou a atenção para um detalhe que a tradução em português, assim como a maioria das traduções, acaba deixando escapar.
O verbo por trás de “chegaste”
O detalhe está na palavra hebraica traduzida como “chegaste” (ou, em outras versões, “vieste”). No hebraico original, essa palavra é nāga, e nāga não significa simplesmente “vir” ou “chegar”. Seu sentido real é “tocar” ou “golpear com força”, causar um impacto que deixa marca. É uma palavra que comunica força, impacto, a capacidade de provocar uma mudança que será lembrada.
Lendo o versículo com esse sentido em mente, a pergunta de Mardoqueu ganha outro peso: não é apenas “você por acaso está no lugar certo, na hora certa?”, é algo mais próximo de “quem sabe se foi para causar um impacto forte, para deixar sua marca neste reino, que você chegou até aqui?”

Mais do que estar no lugar certo
Essa nuance muda o tom do convite que Mardoqueu faz a Ester. Ele não estava apenas constatando uma coincidência de tempo e lugar, estava incentivando a prima a agir com coragem e fazer o máximo que pudesse diante daquela situação, a causar um impacto maior do que ela mesma imaginava ser capaz.
É um padrão que se repete na nossa própria vida: o Senhor pode nos colocar em situações onde temos a chance de fazer o bem, Ele pode ser o autor dessas circunstâncias, mas cabe a nós a parte de maximizar o impacto que temos nelas.
Assim como Ester, “quem sabe” qual será o resultado dos nossos esforços, ou se realmente estamos diante de uma situação preparada para nós? Podemos não fazer nada, ou fazer pela metade. Ou podemos, como ela, tentar corajosamente fazer o máximo de bem possível.
O impacto nem sempre parece grandioso
A maioria de nós não vai salvar nações inteiras como Ester fez — embora alguns possam. Na maior parte das vezes, o impacto que causamos está nas coisas simples: como tratamos a família, os filhos, os vizinhos, os amigos, os membros da nossa ala. São esses pequenos impactos que se somam e criam ondas de mudança reais.
Quando realmente acreditamos que Deus vai abrir caminho para que tenhamos um impacto positivo, isso muda a forma como vivemos. O presidente Russell M. Nelson prometeu:
“Prometo-lhes que quando começarem a ter um vislumbre de como o Pai Celestial os vê e de que Ele está contando com você para fazer algo por Ele, sua vida nunca mais será a mesma!”
À medida que nos esforçamos para aproveitar ao máximo as oportunidades de fazer o bem que Deus nos dá, Ele nos ajuda. Assim como Ester, podemos ter mais influência do que jamais imaginamos ser possível. Sobre isso, o presidente Nelson também prometeu a quem guarda seus convênios:
“Vocês vivenciarão crescimento espiritual; vocês se livrarão do medo e terão uma confiança que mal podem imaginar neste momento. Vocês terão a força para exercer uma influência positiva muito além de sua capacidade natural. E prometo que seu futuro será mais emocionante do que qualquer coisa em que possam acreditar atualmente.”
Fonte: LDS Living
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Post original de Maisfé.org
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