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Em que os “Mórmons” acreditam?

Os santos dos últimos dias receberam o apelido de “mórmons” por causa do Livro de Mórmon, e com o tempo esse termo se popularizou, sendo até adotado por muitos membros.

No entanto, em 2018, Russell M. Nelson, o atual profeta e presidente da Igreja, explicou que esse apelido não representa corretamente nossa fé, que é centrada em Jesus Cristo. Ele convidou todos a usarem o nome completo da Igreja — A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias — ou simplesmente “santos dos últimos dias”, demonstrando assim maior reverência ao Salvador e à Igreja que leva Seu nome.

Os membros da Igreja de Jesus Cristo incorporam em seu código religioso todos os padrões éticos e doutrinas básicas do Novo Testamento. Ensinam a necessidade de boas obras, fé, arrependimento e batismo; virtude e honra; além da necessidade e eficácia da oração. Quanto a isso, podem parecer apenas mais uma entre a multidão de denominações cristãs.

Não obstante, têm frequentemente sido considerados como hereges. Os credos e profissões de fé formais das igrejas romana e protestantes não fazem parte de sua teologia. Isto não é de admirar, visto que a Igreja de Jesus Cristo não é ramificação de qualquer outra igreja dos nossos dias.

Inicia-se com os ensinamentos da Bíblia. Estes foram aplicados justamente com o que seus membros chamam de revelação moderna. Esta combinação dá à sua fé cristã uma força e sabor particulares.

Deus e o homem
Imagem: ChurchofJesusChrist.org

Deus e o homem

Em primeiro lugar, entre os ensinamentos da Igreja de Jesus Cristo, está a crença e a fé em Deus, o Pai, em Jesus Cristo, Seu Filho, e no Espírito Santo. Mas o conceito da Igreja não é estabelecido em credos vagos. É simples e direto.

Deus é, na forma, como o homem. Ou melhor, o homem é, na forma, como Deus. É pessoal. Ele fala. E falou com o homem. É um ser exaltado; tem toda a sabedoria e todo o poder. Mas é misericordioso e bom. É o pai dos espíritos de todos os homens e tem profunda consideração e interesse pelos Seus filhos. Sua obra e Sua glória residem no bem-estar destes.

Jesus Cristo é Seu filho, gerado na carne. Ele viveu, morreu e ressuscitou literalmente, conforme relata o Novo Testamento. Foi o Salvador e Redentor de todos os homens, de acordo com um plano formulado antes da criação do mundo. Ele ainda vive, um ser de forma e personalidade distintas.

O Espírito Santo é um personagem de espírito, embora seja uma personalidade individual. Entre outras coisas, age como revelador, através do qual podemos “saber a verdade de todas as coisas” (Morôni 10:5) e, através de nosso arrependimento, nos santifica do pecado (ver 3 Néfi 27:19-20).

Estes três seres distintos constituem a Trindade. A doutrina é explícita. Surgiu em virtude de uma experiência notável: Deus, o Pai, e Jesus Cristo revelaram-se a Joseph Smith em resposta a uma oração. (O relato minucioso está em Joseph Smith – História). O efeito dessa doutrina é poderoso, pois aqueles que nela acreditam oram a Deus como a alguém próximo e pessoal.

Deus e o homem
Imagem: ChurchofJesusChrist.org

E quanto ao homem?

O homem é, na realidade, um filho de Deus. Nada no universo é mais importante que o indivíduo. Seu espírito foi gerado por Deus. Consequentemente, todos os homens são literalmente irmãos. No conceito da Igreja, a frase “a paternidade de Deus e a fraternidade dos homens” adquire um significado novo e poderoso.

O ser humano é a maior criação de Deus. Deus formou o mundo para o homem. Seu bem-estar é a principal preocupação do Pai. Deus não faz do homem um joguete. Ele o persuade e orienta, mas nunca força. O homem é livre para escolher seu próprio caminho.

Não existe predestinação na teologia da Igreja de Jesus Cristo. O livre arbítrio é um dom sagrado, divinamente concedido. Eis a resposta à antiga pergunta: “Se Deus ama Seus filhos, por que permite guerras, contendas e outros males?” Porque considera inviolável o direito dado ao homem de escolher o próprio caminho, entre o bem e o mal, entre a vida e a destruição.

Deus ajuda aqueles que o buscam? Sim, mas todas as bênçãos se baseiam na obediência do homem à lei. O homem deve, portanto, viver à altura de princípios divinos para reivindicar as bênçãos de Deus. Somente aqueles que O buscam e procuram fazer Sua vontade têm direito a elas.

Para saber mais sobre a organização da Igreja de Jesus Cristo,faça o download do nosso e-book “No que os “mórmons” acreditam“.

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