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Francisco Rubens de Castro Maia: Um pilar da Igreja no Ceará

A história da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Ceará perdeu, no dia 10 de setembro de 2026, um de seus grandes líderes e testemunhas.

Francisco Rubens de Castro Maia, aos 90 anos, faleceu em decorrência de problemas cardíacos, deixando uma trajetória de mais de cinco décadas de fé, serviço e dedicação ao Evangelho de Jesus Cristo.

Uma conversão que começou por acaso

Sua história com a Igreja começou em 1972, de uma maneira que hoje parece até uma pequena história de providência. Naquela época, Francisco Rubens era um católico fervoroso. Tinha profunda convicção religiosa e acreditava na autoridade papal desde o apóstolo Pedro até o então Papa Paulo VI.

Tudo começou quando sua esposa, Elba Paulino Maia, encontrou dois missionários de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias na casa de uma amiga.

Os missionários ensinavam sobre a Palavra de Sabedoria, e Elba, naquele primeiro contato, começou a questionar a mensagem e a apresentar suas próprias ideias, chegando a interromper a explicação dos missionários. Um deles, já demonstrando certa impaciência, levantou-se e disse:

— Senhora, por favor, nos deixe encerrar a palestra.

Elba permaneceu em silêncio até o final. Depois da oração, um dos missionários perguntou se ela gostaria de assistir a uma reunião sacramental naquela noite. Ela respondeu:

— Só irei se meu marido for.

Os missionários conheciam a convicção religiosa de Francisco e talvez não esperassem que ele aceitasse. Mas, quando Elba chegou em casa e contou ao marido o que havia acontecido, Francisco surpreendeu:

— Nós vamos.

Ao chegar à capela, Francisco ficou profundamente impressionado com as mensagens apresentadas pelos oradores. A experiência despertou nele o desejo de conhecer mais sobre a Igreja e de receber os missionários. Poucos dias depois, sua vida tomou um novo caminho: Francisco Rubens de Castro Maia foi batizado uma semana depois de conhecer a Igreja.

Um de seus amigos, ao saber de sua decisão, chegou a dizer:

— Você não vai durar nem um mês nessa nova igreja.

A previsão não poderia ter sido mais equivocada. Ele não permaneceu apenas um mês, permaneceu mais de cinco décadas, servindo, ensinando, liderando, fortalecendo famílias e fiel.

Décadas de serviço ao lado de Elba

Ao longo de sua vida na Igreja, Francisco Rubens recebeu numerosos chamados e responsabilidades. Serviu como conselheiro, bispo, conselheiro de estaca, conselheiro de missão e missionário ao lado de sua esposa, Elba, participando de oito missões.

Também serviu como conselheiro do Templo de Recife e, posteriormente, teve o privilégio de servir como selador no Templo de Fortaleza.

Sua esposa, Elba Paulino Maia, caminhou ao seu lado nessa extraordinária jornada de serviço. Ela também serviu em inúmeros chamados de liderança na Sociedade de Socorro, nas Moças e na Primária, além de participar de missões de tempo integral.

Em 19 de julho de 1981, quando a Estaca Fortaleza Brasil foi organizada, Elba recebeu o chamado de servir como a primeira presidente da Sociedade de Socorro da Estaca Fortaleza Brasil.

Assim, a história de Francisco Rubens e Elba tornou-se profundamente ligada à história da Igreja no Ceará.

Um legado de serviço

Francisco não foi importante apenas pelos cargos que ocupou, mas foi importante pelas pessoas que ajudou. Pelo exemplo que deixou. Pela disposição de servir. Pela fidelidade demonstrada ao longo dos anos.

Sua vida atravessou um período extraordinário da história da Igreja no Ceará: desde os primeiros anos de crescimento dos ramos e distritos até a organização das estacas, a construção de capelas, o desenvolvimento das famílias e, finalmente, a chegada do Templo de Fortaleza. Ele não apenas testemunhou essa história. Ele ajudou a construí-la.

Por isso, Francisco pode ser lembrado como um dos grandes líderes e um dos pilares da Igreja no Ceará.

Sua trajetória demonstra como uma decisão aparentemente simples pode transformar não apenas uma vida, mas também uma família e gerações inteiras.

Aquele homem que, em 1972, entrou pela primeira vez em uma capela sem saber exatamente o que encontraria, tornou-se, décadas depois, uma das testemunhas mais respeitadas da Igreja em nosso estado.

Uma vida que permanece

Hoje, sentimos sua ausência, a falta de sua voz, de sua presença, de sua experiência e de seu testemunho. Mas, ao mesmo tempo, celebramos uma vida extraordinária.

Celebramos os 90 anos de um homem que dedicou grande parte de sua existência ao serviço de Deus e de seus semelhantes, a família que construiu ao lado de Elba, os missionários que um dia bateram à sua porta. E todos aqueles que foram ensinados, liderados, fortalecidos e amados por ele. Celebramos o legado que permanecerá entre nós.

Em 1972, um amigo disse: “Você não vai durar nem um mês nessa nova igreja.” Hoje, mais de cinco décadas depois, a resposta está escrita em sua própria vida. Rubens permaneceu fiel. E seu testemunho permanecerá entre nós.

Que o exemplo de Francisco Rubens de Castro Maia inspire as novas gerações a compreender que o verdadeiro legado de um homem não está apenas nos títulos que recebeu, mas nas vidas que tocou e no bem que deixou pelo caminho.

“Bem está, servo bom e fiel.” — Mateus 25:21

Que essa homenagem preserve não apenas a memória de Rubens, mas também a importância histórica de Rubens e Elba como um casal que ajudou a edificar a Igreja no Ceará.

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Post original de Maisfé.org

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